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20 de abr de 2015

Na última vez que sonhei com você...


Cara, você estava lindo! Pulei na cama e o quarto ainda estava escuro, senti minha camiseta suada... Joguei a coberta pro lado e pensei em olhar as horas mas, preferi fechar os olhos e voltar pra você.

Te vi de longe, estava muito frio e claro, o sol brilhava atrás de você e ao mesmo tempo te iluminava, mas a quantidade de roupas e cachecóis que você usava não impediam em nada sua beleza. Cabelos ruivos à luz do sol, olhos azuis brilhantes e quando meu viu não conteve o sorriso torto. Corri pra você, para saber o porquê eu estava ali naquele lugar estranho pra mim, tão frio e com uma neve fina caindo. Eu nunca tinha visto a neve, mas é claro que você traria isso pra mim, não é? Me aproximei e você me abraçou, eu consegui sentir sua pele na minha e você me disse num som quase inaudível que sentia minha falta.  Sentamos ali mesmo para conversar e vi que você não estava feliz, que sentia falta de muito. Conversas em sonhos fogem de nossa memória quando acordamos, mas tenho quase certeza de ouvir você dizer que queria voltar. Era tão bom estar ali com você, olhando nesses lindos olhos azuis que continuam me encantando, escutando suas histórias que eu não queria mais voltar pra casa, ou acordar. De repente me vi em pé e mesmo querendo o contrário, precisava vir embora. Comecei a andar e você veio comigo, segurou minha mão, subiu pra cintura e então me abraçou bem forte, ainda me fitando. E então você me beijou e eu consegui sentir cada milímetro de você em mim, como naquela noite em que nos beijamos pela primeira vez. Forte, intenso, com seu gosto...

Acordei. Dessa vez não consegui voltar pro sonho e então entendi o porquê de eu precisar voltar. Estava na hora de voltar para a realidade. Olhei pro lado e você não estava ali. Senti uma ponta de tristeza por ter sido só um sonho, mas ao mesmo tempo feliz de ter viajado até Montreal só pra te ver, te sentir, te ter, mesmo que por poucos momentos. Sonhos, sempre nos roubando a realidade. Ou não?

Texto por Thaís Destefano.
Imagem por Thaís Destefano, criada com o app WordSwag.

6 de abr de 2015

A arte de nunca estar contente com o que tem


  Essa arte, tenho certeza, é dominada por pelo menos 95% da população mundial, principalmente entre jovens que almejam subir em suas carreiras, trocarem anualmente de carro, aumentar seus rendimentos financeiros e poder mostrar tudo isso em suas contas do Instagram.  E então, eis que numa conversa de bar com seus amigos mais próximos surgiu a seguinte pergunta: estamos satisfeitos com aquilo que temos? A resposta foi unânime: NÃO! Parecia que os pontos de exclamação surgiam como balões pela mesa, em cima da cabeça de cada um de seus amigos.
  Com ela não foi diferente, a resposta foi a mesma.
  Enquanto seus amigos conversavam sobre o assunto, ela pediu licença, pegou um cigarro e foi pra fora do bar, onde batia uma brisa gelada, o que a ajudava a pensar. Na sua cabeça, um turbilhão de auto perguntas sobre essa maldita frase agora a consumia. Baseado em que ela fez tal escolha? Qual foi o critério definido para viver aquilo que estava vivendo naquele exato momento? Por que fucking motivo ela estava tendo a mesma sensação errada que sentiu há quatro anos atrás? A resposta era simples, embora fosse bem difícil de engolir... Suas próprias escolhas! Foram as escolhas que fizera, erroneamente, sem pensar, que a levaram a aquele exato momento. Mais especificamente a escolha sem pensar em um momento de sua vida que deveria ter dito não. Começou a pensar nas possibilidades do “e se...”
  E se ela tivesse seguido com seu sonho de fazer aquela faculdade top e continuado firme por lá? Hoje seria uma feliz administradora de empresas, formada, provavelmente com emprego garantido e muito dinheiro no bolso. E se ela tivesse largado aquele namoradinho que só atrasava a vida quando teve a primeira oportunidade? Talvez tivesse aceitado aquela bela proposta de intercâmbio na Bélgica. E se ela não tivesse se prendido tanto a uma pessoa só, mesmo não estando mais com ela, tivesse vivido mais a vida em vez de querer mostrar que era quem nunca desejou ser? Talvez tivesse ido naquela balada com os amigos e teria hoje na memória uma noite inesquecível. E se ela tivesse sido forte no momento em que mais precisava de si mesma? Talvez hoje as coisas seriam diferentes. Com suas escolhas ela aprendeu muita coisa. Haters gonna say que “o destino quis assim”, mas ela não acredita nessa baboseira de destino, acredita que cada um escreve o roteiro de sua vida, mas que cada escolha na vida tem seu preço e essa frase meus queridos é mais fdp do que a pergunta que ela se fez no começo do texto.
  Ela estava ali, com uma pessoa maravilhosa ao seu lado, mas o timing não era o mesmo. Por mais que ela dissesse sim para as ideias dele, tinha outras guardadas pra si e, cada vez que dizia sim pra ele, secretamente se perguntava quando iria colocar suas ideias em prática e se ele diria sim pra ela. Ao mesmo tempo que ela queria uma viagem romântica pra Paris, queria também desbravar o mundo, encarar uma viagem sozinha pro Chile, um apartamento de 60m² na sua cidade preferida milimetricamente decorado por ela, cachorros, planos só dela. Tudo isso não se encaixava em uma vida só, e ela tinha que fazer uma escolha. Ela pensava em quanto ele era companheiro, divertido, carinhoso, o cara perfeito pra dizer sim. E quanto o cara dos 9304.53 km de distância, que mexia com ela desde quando o conheceu na fila do teatro ano passado, também era o cara perfeito pra dizer sim, sim pra liberdade, sim pra tatuagem, sim pra cerveja, sim pros seus vícios. Quando ela olhava pra ele sentia tudo isso, ele passava essa sensação de ser livre de uma maneira tão leve, que ela só queria voar. Sim pra felicidade.

  E assim ela decidiu o que ia fazer... Dizer sim! 

Texto por Thaís Destefano.
Imagem por Thaís Destefano, criada com o app WordSwag.

2 de abr de 2015

Lollapalooza

 Olá pessoal, tudo bom? Depois de uma longa pausa - por conta do meu último ano de faculdade - resolvi voltar com o blog! Yay! Prometo que agora vai, rs!

 Hoje quero mostrar pra vocês o look que usei no primeiro dia de Lollapalooza, festival maravilhoso que aconteceu no último final de semana aqui em São Paulo. Chegamos bem tarde no primeiro dia (por volta das 18hrs), pois queria ver Jack White e Bastille, as duas últimas bandas do festival. Como estava escuro já, precisamos improvisar na iluminação, mas acho que as fotos ficaram boas! Namorado ta ficando expert em tirar foto minha, rs.
  E andando por lá, quem eu encontro? A Lu, do Chata de Galocha! e a Julia, irmã dela! Lindas, simpáticas, amores! Super conversaram comigo enquanto eu estava nervosíssima hahaha.
  Por lá tinham infinitos foodtrucks, um mais gracinha que o outro, e como eu sou viciada em batata, óbvio que escolhi um que tinha.. BATATA! Haha! Comemos no Bra.do, e por lá eles estavam vendendo apenas a batata brava com molho de maionese sem adição de ovos, cara, era surreal de bom!
  No sábado estava até tranquilo, tinha bastante gente mas dava pra andar, deu super pra curtir os shows e conhecer o que tinha por lá.
  E então, chegou a hora do show do Bastille, banda que eu estava maluca pra ver! Gente, curti muito cada música, foi sensacional! A presença de palco dos caras é surreal, muito gostosa! Tinha músicas que eu não conhecia, mas me deu vontade de fazer download do cd na hora, haha! E é claro que chorei na última música, a "Pompeii".

Foi demais!

Espero que vocês tenham gostado do look e também do pouquinho da minha cobertura do primeiro dia de Lolla!

Beijos!

Fotos por: Thaís Destefano e Filipe Sarracine.